“NOVO” – In der Strafkolonie (Na colônia penal)

“Es ist ein eigentümlicher Apparat”, sagte der Offizier zu dem Forschungsreisenden und überblickte mit einem gewissermaßen bewundernden Blick den ihm doch wohlbekannten Apparat. Der Reisende schien nur aus Höflichkeit der Einladung des Kommandanten gefolgt zu sein, der ihn aufgefordert hatte, der Exekution eines Soldaten beizuwohnen, der wegen Ungehorsam und Beleidigung des Vorgesetzten verurteilt worden war.Continuar lendo ““NOVO” – In der Strafkolonie (Na colônia penal)”

Das Urteil. Eine Geschichte (O Veredicto)

Es war an einem Sonntagvormittag im schönsten Frühjahr. Georg Bendemann, ein junger Kaufmann, saß in seinem Privatzimmer im ersten Stock eines der niedrigen, leichtgebauten Häuser, die entlang des Flusses in einer langen Reihe, fast nur in der Höhe und Färbung unterschieden, sich hinzogen. Er hatte gerade einen Brief an einen sich im Ausland befindenden JugendfreundContinuar lendo “Das Urteil. Eine Geschichte (O Veredicto)”

Ein Hungerkünstler (Um artista da fome)

In den letzten Jahrzehnten ist das Interesse an Hungerkünstlern sehr zurückgegangen. Während es sich früher gut lohnte, große derartige Vorführungen in eigener Regie zu veranstalten, ist dies heute völlig unmöglich. Es waren andere Zeiten. Damals beschäftigte sich die ganze Stadt mit dem Hungerkünstler; von Hungertag zu Hungertag stieg die Teilnahme; jeder wollte den Hungerkünstler zumindestContinuar lendo “Ein Hungerkünstler (Um artista da fome)”

Obra: “O guarda da cripta”, de Franz Kafka [Tradução de Marcelo Backes]

Drama Escritório pequeno, janela alta, diante dela uma copa de árvore desnuda. Príncipe (à escrivaninha, recostado à cadeira, olhando pela janela), camareiro (barba branca e cheia, jovialmente enfiado em um casaco justo, na janela ao lado da porta central). (Pausa.) PRÍNCIPE (Voltando-se da janela.): E então? CAMAREIRO: Não posso recomendá-lo, alteza. PRÍNCIPE: Por quê? CAMAREIRO: No momento,Continuar lendo “Obra: “O guarda da cripta”, de Franz Kafka [Tradução de Marcelo Backes]”

Obra: “109 Aforismos”, de Franz Kafka [Tradução de Modesto Carone]

    O Dicionário etimológico de José Pedro Machad [1] informa que a palavra “aforismo” deriva do grego e chegou à língua portuguesa através do latim tardio aphorismus, com o significado de “limitação, breve definição, sentença”. Acrescenta que, com o tempo (já está documentado no século xvi), o termo passou a designar “uma sentença breveContinuar lendo “Obra: “109 Aforismos”, de Franz Kafka [Tradução de Modesto Carone]”

Obra: “A ponte”, de Franz Kafka [Tradução de Modesto Carone]

Eu estava rígido e frio, era uma ponte, estendido sobre um abismo. As pontas dos pés cravadas deste lado, do outro as mãos, eu me prendia firme com os dentes na argila quebradiça. As abas do meu casaco flutuavam pelos meus lados. Na profundeza fazia ruído o gelado riacho de trutas. Nenhum turista se perdiaContinuar lendo “Obra: “A ponte”, de Franz Kafka [Tradução de Modesto Carone]”

Obra: “Desista!”, de Franz Kafka [Tradução de Modesto Carone]

Era de manhã bem cedo, as ruas limpas e vazias, eu ia para a estação ferroviária. Quando confrontei um relógio de torre com o meu relógio, vi que já era muito mais tarde do que havia acreditado, precisava me apressar bastante; o susto dessa descoberta fez-me ficar inseguro no caminho, eu ainda não conhecia bemContinuar lendo “Obra: “Desista!”, de Franz Kafka [Tradução de Modesto Carone]”

Entrevista: Leandro Romano, do Teatro Voador Não Identificado, sobre a peça “O processo”

Em entrevista ao Projeto Franz Kafka, Leandro Romano, diretor teatral do Teatro Voador Não Identificado, nos conta a experiência da segunda temporada de O processo nos palcos do Rio de Janeiro. Formada em 2011 por alunos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a companhia Teatro Voador Não Identificado tem em sua históriaContinuar lendo “Entrevista: Leandro Romano, do Teatro Voador Não Identificado, sobre a peça “O processo””

Obra: “O Jejuador”, de Franz Kafka

O interesse pelos jejuadores profissionais decresceu sensivelmente nos últimos decênios. Antes, convinha aos empresários organizar tais espetáculos, mas atualmente isto se tornou quase impossível. Vivemos num mundo diferente. Houve época em que a cidade inteira sentia viva curiosidade pelo artista da fome, aumentando a excitação à medida que o jejum se prolongava, querendo todos vê-loContinuar lendo “Obra: “O Jejuador”, de Franz Kafka”